No longínquo outubro de 2011, quando a gente ainda não se conhecia muito bem, fiz um pacto com Julia. Eu ia enviar pra ela via facebook pelo menos uma música por dia, aí ela me dizia se gostava e a gente trocava uma ideia. O ano acabou e a brincadeira continua aí. Segue abaixo o serviço público de listagem dessas músicas, todas aí.
um presente para os amigos leitores que morrem de saudade das minhas mixtapes e em especial para a thaís, que em outubro será mamãe, está no ar mais um produto com o selo viajando na contramão de qualidade.
babysounds é uma mixtape de 69 minutinhos inspirada na pergunta ‘qual a primeira música que seu filho irá ouvir?’.
perguntei pra todos os amigos que encontrei pela frente, separei as boas das (muitas) ruins e curti o resultado. vejam aí:
The Beatles – Revolution
The Strokes – Under Cover of Darkness
Adele – Rumour Has It
Max Richter – On the Nature of Daylight
SOJA – Open My Eyes
Queen – Don’t Stop Me Now
Moby – Porcelain
Oasis – Whatever
Bob Dylan – Like a Rolling Stone
Tegan and Sara – More for Me
Phil Collins – You’ll Be In My Heart
Travis – Side
Stevie Wonder – For Your Love
Israel Kamakawiwo’ole – Somewhere Over the Rainbow
eu quero pegar em sua mão e olhar pras estrelas. vamos nos encarar, sorrir e disfarçar. quando a gente menos esperar algo vai acontecer e estaremos apaixonados.
o mês é outubro, o dia é domingo, o céu é nublado e o rádio tá ligado. a música é clichê, lou reed. mesmo assim relaxa e inspira. boa semana pra vocês e quando rolar aquela treta… hey baby, take a walk on the wild side.
enquanto o #VNC permanece jogado às traças, eu vou tirando a poeira do grooveshark pra matar o tédio, lavar o stress e me livrar dessa enxaqueca de merda.
selecionei dez musiquinhas, acho que não perdi o jeito. é só dar o play aí.
O texto abaixo reproduzido é de autoria de Ernst Gombrich, ninja em história da arte e talvez o único nome do assunto que valha a pena a leitura. Puxado de uma discussão da Fabiane Lima contra o mundo no twitter.
‘penso, logo existo’ ou ‘penso, pois existo’? o que existe? nós ou nossos pensamentos? talvez nós não estejamos aqui, apenas nossas mentes criando um mundo irreal para nosso entretenimento; talvez eu seja fruto de sua imaginação; talvez eu e você sejamos fruto de imaginação alheia. nos questionamos o tempo todo sobre diversas coisas, mas raramente paramos pra pensar porque vivemos e sofremos. devemos nos perguntar? não sei, mas mesmo assim eu me pergunto. mesmo sem obter respostas, eu pergunto. mesmo sem obter o porque das perguntas, eu pergunto. por quê?
Youshiyuki Sadamoto; sério, isso me desastabilizou.
Se esquerda significa ser contra a ordem social existente, e direita a favor, a social-democracia é sem dúvida uma corrente de esquerda.
Um social-democrata é antes de tudo alguém que tem senso crítico – que percebe as injustiças da sociedade e não tem medo de se opor a elas, mesmo correndo o risco de passar por subversivo ou sonhador.
Ser “de esquerda”, neste sentido, é o mesmo que ser “progressista”. É acreditar que tudo na vida muda, se transforma, e que é melhor ajudar conscientemente a mudança do que ficar parado no tempo, agarrado aos privilégios, à ideologia, às conveniências políticas, enfim, a tudo o que faz as pessoas “de direita” defenderem a ordem estabelecida apesar das injustiças, da miséria e da violência que ela produz.
- Fernando Henrique Cardoso, em “Social democracia: o que é e o que propõe para o Brasil?“
o ex-presidente escreveu isso em ’90, quando era senador pelo estado de são paulo. acredito que esse esquema de orientação política já foi pelo ralo, mas o pensamento é racional e válido para nós que vamos construir a nova sociedade.
você pode baixar o livro “Social democracia: o que é e o que propõe para o Brasil?” grátis no portal do PSDB. só clicar aqui. independente de sua afiliação partidária dos métodos tucanos de escrita, FHC é um dos maiores sociólogos e professores do país. a leitura é boa.